Os monges do Hospício despois da recuperação
de um corpo graças ao São Bernardo.
O Hospício du Grand-Saint-Bernard fundado por Bernard Menthon entre 1045-1050.
 
A HISTÓRIA DO SÃO BERNARDO

Os monges cedo se aperceberam das qualidades natas daqueles cães para o socorro nas neve. Durante os últimos quatro séculos cuidaram da sua criação e ensinamento.
A sua incrível capacidade olfactiva que lhes permite detectar o cheiro das vítimas sepultadas debaixo da neve a alguns metros de profundidade. Sobre a neve e nas condições mais adversas podem encontrar pessoas a mais de 200 metros de distância.


O seu grande sentido de orientação que lhes permitia regressar ao Mosteiro no meio de grandes tempestades e com caminhos completamente tapados de neve. Dotados com uma assombrosa intuição para resolver em décimos de segundo situações difíceis, nos dias de péssimas condições meteorológicas eram enviados sozinhos para patrulhar o local. Dotado de um pressentimento invulgar e de um fino ouvido, consegue esquivar-se das avalanches e das grandes tempestades de neve a tempo suficiente de se pôr a salvo. Tudo isto unido à sua grande resistência física e à possibilidade de suportar temperaturas inferiores a 20 graus negativos, permite-lhes fazer uma infinidade de salvamentos. O mais famoso destes "anjos da neve" foi o cão "Old Barry", que debaixo de uma forte tempestade de neve encontrou um menino perdido e apareceu com ele sobre o lombo no Mosteiro. A este notável cão se devem mais de 40 salvamentos.
Existem várias versões sobre a sua morte. Mas a verdadeira, segundo o padre Lemmont do Mosteiro, ele morreu de velho e rodeado do carinho de todos os monges. O seu corpo conserva-se no Museu de Berna (Suíça).
Sobre as façanhas destes cães têm-se escrito uma infinidade de histórias. Uma das quais muito conhecida, sobre uns cães que foram mandados sozinhos patrulhar o caminho. Passado algum tempo um desses cães regressou ao Mosteiro dando claros indícios que queria que os monges os seguisse. Assim o fizeram e conduzidos por ele próprio encontraram uma pessoa estendida na neve e à sua volta encostados a si, os outros cães que com o seu calor a mantiveram viva.
Outra das histórias conta, que uma caravana que, guiada por um monge e seu cão se viu surpreendida por uma avalanche. O cão conseguiu libertar-se da neve e regressou ao Mosteiro em busca de ajuda. Seguido pelos monges conseguiram chegar a tempo de salvar as vidas.
Ao contrário do que muita gente pensa, que a imagem do São Bernardo com o barril de conhaque ou a mala de primeiros-socorros ao pescoço não corresponde à verdadeira imagem.
Eram os monges que transportavam o chá quente e os primeiros socorros para reanimarem os viajantes perdidos.
É no entanto de assinalar que os modernos meios de salvação aéreos e mecânicos tenham reduzido a actividade tradicional destes "anjos da neve", símbolos insuperáveis da força e do heroísmo.

 
 

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