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As
primeiras exposições caninas de beleza que registaram
a presença de São Bernardos tiveram lugar em Birmingha
(em 1862) e em Cremorne (em 1863). Em 1887, durante o Congresso
de Zurich defeniu-se o standard da raça, que salvo algumas
excepções, foi aceite internacionalmente.
A sua majestosa beleza de gigante alpino teve um forte impacto no
público que contribuiu para o rápido desenvolvimento
da raça em todo o mundo.
Foram os ingleses em 1830 que atraídos pelos preços
astronómicos que alcançaram os São Bernardos
no mercado, começaram a importar exemplares da Suíça.
Durante 1880 e 1890 os criadores britânicos alcançaram
um enorme êxito na criação de cães de
grande qualidade. O famoso "Lord Bute", de 109 cm á
cuz e de 112 kg de peso, foi vendido a um americano por uma soma
assombrosa. Em Espanha por exemplo não foi indiferente a
este "boom" e assim "Marco" foi vendido aos
espanhóis por um preço equivalente a um andar no centro
de Madrid.
Durante este decénio, o tamanho e o peso foram as únicas
virtudes que se aperfeiçoaram na raça. Nas exposições
caninas de beleza, o juíz, com uma régua e uma balança
procede a várias medições para proclamar o
vencedor.
Esta loucura pelo gigantismo, esquecendo a tipicidade, na criação
de São Bernardos em Inglaterra, que ainda continua sem se
recuperar.
O período de ouro da raça, alcançou-se entre
1920 e 1940. Os países que se evidenciaram foram a Suíça
e Alemanha. Com cães mais baixos muito mais típicos
e funcionais, ambos os países mantiveram o tipo originário
da raça.
Depois da segunda guerra mundial começa o declinar da raça,
que de uma maneira ou outra chega aos nossos dias. Exemplares como
"Pascha Von Bismarckturn", "Anton Von Hofli",
"Lorenz Von Liebiwil", "Rex del Soccorso", "Zito
del Soccorso", "Turas Von Hanialthrus", "Bonifacius
de la Solitude" e tantos outros, que conseguiram reunir, tamanho,
tipicidade, classe e beleza. Dificilmente se volta a repetir uma
tão grande qualidade.
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